terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Ouvido há uns dias

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"Já viste? De repente a tua vida ganhou novo fôlego". Dito por um amigo à saída da minha casa - que continua em obras. Arrepiei-me. Não é novo fôlego. A vida ganhou nova vida. Com "The Best Thing You've Ever Had". É assim que eu imaginava que seria. Sem pressões, sem indefinições, com muita certeza. Com vontade. Por tudo isso te estou grato. Por isso estou feliz.


"And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Rhymenoceros: raised by a rapper and rhino that dated

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"Yes, sometimes my lyrics are sexist But you lovely bitches and hoes should know I'm trying to correct this"


I'm The mothaflippin

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Levar no bejão

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As pessoas que usam muitos diminutivos, deviam ter vergonha na cara. Sobretudo quando trabalham numa oficina, onde não há charme, onde há posters de mulheres nuas na parede, onde há motores, óleos, cheiro a gasolina, trapos chamados "desperdício", unhas encardidas e pneus velhos.

"Veio buscar o seu carrinho, não é verdade? O meu colega tem a chavinha e foi buscá-lo. Vamos só tratar aqui da sua continha. Como pode ver, a revisãozinha foi normal. As pastilhazinhas, os óleos, substituiu-se o bejonzinho [palavra de honra que ela usou o termo "bejon" adicionando-lhe o sufixo "zinho"]. O normal. Vai desejar facturazinha? Vou só imprimir-lhe aqui o papelinho da garantiazinha".

Só não me pediu quatrocentos e quarenta eurinhos. Senão, ah minha desgraçada, tinhas levado um banano na boca.

A maior parte das pessoas do mundo paga 200, 250 euros por uma revisão dos 30 mil quilómetros. Aqui esta cavalgadura é que havia de arder em 440. Rásparta.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Fica o conselho

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Para os proprietários da discoteca "Jamaica", no Cais do Sodré: comprem o bar ao lado.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

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Melaço

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Coisas que fazem sentido

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domingo, 20 de janeiro de 2008

Novas tecnologias

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Tenho pais indignados pela quantidade de cocó na minha praceta.
"Sujeito a pisar aquilo, escorregar, partir uma perna e cair em cima da merda", disse o meu pai. "A ver se mandas um mail para a câmara", aventou.

Repare-se que já não é telefonar. Nem mandar carta. Meu pai a sugerir o envio de um mail para a câmara. É com estes detalhes que eu vejo que não há volta a dar. As novas tecnologias estão dentro desta casa.

E ainda criticou as "duas fufas" que moram aqui na rua que põem os cães a defecar no passeio. "Quem?", perguntei eu. "As duas fressureiras...", respondeu minha mãe.

Que belo serão!

Crashing

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Radiohead

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Os Radiohead estão a dar uma volta à música. E não estou a falar de downloads ao preço que eu queira. Não me interessa se o disco é de borla ou não. Se pagaram ou não. Se foi na Internet ou no raio que os parta. Já não me entusiasmava assim tanto a ouvir um álbum há muito tempo.

E depois há estes brindezinhos! Concertos de borla. Transmitidos na net. Webcasts que mostram a casa da banda, a desejar Feliz Ano Novo. Isto já não se faz!

36

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Um abraço ao vizinho.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Esfumícios

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O Dan, que também é fumador, deixa um belo e emocionando testemunho que muito podia inspirar os "antifascistas" que querem continuar a fumar à mesa:

De resto, gosto de cafés e de restaurantes sem fumo. o bar que mais frequento é para fumadores. e a rua sempre foi e continuará a ser um bom local para fumar. gosto de ir lá fora.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Lollypops and crisps

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Abordagem

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- "Desculpa lá, tu não costumas parar em Famões?"
- "Hum... acho que não" (Confesso que não me dá muito jeito)
- "É que és mesmo parecido com o Tiago"

E continuei com a minha "bidinha".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Got my indignation but I'm pure in all my thoughts

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Mediatismo

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No ginásio, antes de começar o treino, perguntam-me:
"Desculpe lá, você não faz parte daquela selecção portuguesa que esteve em França?"
E eu, de imediato, a pensar nos parolímpicos:
"Não... mas que selecção?"
"Aquela de râguebi. Parece-se mesmo com um dos Lobos!"
E eu, envergonhado com o meu tamanho, mas a rir:
"Pois, mas não..."

E levantei cinco quilos.

Hoje é que é

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Martelo e escopro na mão. Toca a aviar.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Vamos andando

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Lavar

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Eis que surje a chuva. Aquela que me lava o corpo e a mente. Aquela que me deixa de forma letárgica a olhar para o exterior, para o candeeiro suburbano amarelado, à procura de um dilúvio. Mas não o encontro. O dilúvio está apenas em mim, na torrente de raciocínios, na marcha-a-ré que encontro do outro lado do browser. Nas cores a preto-e-branco que me deixam de dentes no chão, na saudade de momentos que desconheço, mas que sei que existem. Por que não hão-de existir?

O dilúvio vai acentuando-se. Mas não há medo dele. Vem mais uma lata com a cevada e pede-se também um frito para acompanhar. A conversa futebolística acentuada e aprofundada, sobre médios-interiores-com-excelente-capacidade-de-passe-e-sobretudo-de-
primeiro-toque, preenche pedaços.

A partir de amanhã, há água em casa. Para ajudar à torrente.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Começar bem o ano

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ser parvo

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Terminar o ano da mesma forma que ele correu: com muita parvoíce.
2007 foi uma merda.
Boas entradas. Bom ano.

Balanço

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Estou na dúvida que este tenha sido um bom ano para a música. Ou se calhar foi, mas eu ouvi tanta coisa - por obrigação e por vício - que não consegui digerir o que por aí surgiu nos escaparates.

Assim sendo, a minha lista balancial vai ter um título diferente. Então com licença:

Os 10 Albuns De 2007 Que Bruno Mais Ouviu Com Verdadeiro Deleite, Mas Que Não São Necessariamente Os Melhores do Ano, Pois Este É Um Critério Absurdo Que Não Põe Em Causa A Qualidade Dos Artistas ou Dos Trabalhos Realizados Em Prol Da Música, Pelo Que Esta Lista Não É Passível de Crítica, Ouviram?

Ben Harper - "Lifeline"

Este, a par de "Welcome To The Cruel World", é o único álbum que ouço de Ben Harper sem andar uma única faixa para a frente, por dizer "Não gosto". E depois o conceito deste trabalho mosta uma grande capacidade de testículos: acabar uma tournée, agarrar na banda, ir para um estúdio de Paris e em sete dias gravar aquilo que andaram a tocar nos "soundchecks". E depois chegar à editora e dizer: "Dão-me licença? Peço desculpa, mas eu efectuei aqui um trabalho musical. Vejam lá se o querem publicar, por favor".

Radiohead - "In Rainbows"

Outra capacidade testicular fantástica: deixar uma editora e vender um álbum na Internet ao preço mais justo, em que o juiz somos todos nós. Além disso, "In Rainbows" mostra um trabalho de produção genial. Canções com detalhes muito bons. A voz de Thom Yorke continua um espectáculo, as letras arrepiantes. Jonny Greenwood está menos DJ e o irmão Colin está ainda mais aprimorado no baixo. "In Rainbows" tem também uma das minhas músicas preferidas do ano: "All I Need".

Da Weasel - "Amor, Escárnio e Maldizer"

Gosto da poesia do Carlão. Não gosto dos refrões de Virgul. Mas andou em repeat no meu carro. Além dos temas para as "ninas", tem músicas que motivaram quando foi preciso: "Abre o olho, fica esperto"; "toda a gente quer comer de uma ou outra maneira"; "eu sei que tenho Deus do meu lado mesmo quando não parece". E outras.

Arctic Monkeys - "Favourite Worst Nightmare"

Não páram, estes...bom rock, boas malhas, boas letras. Criatividade. Música imprevisível. Nunca se percebe o que vai surgir a meio de cada tema. E depois são miúdos sem tiques de estrelas. Só querem é tocar!

Soulsavers - "It's Not How Far You Fall, It's the Way You Land"

A maior surpresa do ano para mim. Música sacrosanta cantada por Mark Lanegan, que confere um ambiente taciturno e circunspecto. Adorei. Pelo meio há uma espécie de "laude" ou lá o que é: "Jesus, oh Jesus, I don't wanna die alone!".

JP Simões - "1970"

Da melhor poesia que já ouvi em música portuguesa. E excelência na guitarra. Jê Pê não teve vergonha de mostrar as suas influências brasileiras, mas também provou que é possível fazer música boa, muito boa, em Portugal. Basta não cair no banalismo.

LCD Soundsystem - "Sound Of Silver"

Além de terem proporcionado um dos melhores concertos que vi este ano, os LCD Soundsystem proporcionaram-me grandes viagens de automóvel. Ou passeios a pé com o iPod a bombar nos ouvidos. Fazem música para ouvir no metropolitano, ou para andar pela Avenida da Liberdade. O "hit" "All My Friends" é daquelas músicas que se escuta a olhar para a frente, para lado nenhum. A atropelar pessoas à bruta. De resto é aquele som que não é disco, não é techno, mas é dançável. Dançável numa festa com raparigas bonitas, bem vestidas, com ar provocante e sorrisos bonitos.

Slimmy - "Beatsound Loverboy"

Então e este sacrista? Que parece de origem inglesa? Grande maluco, e tal... não senhor. É ali mesmo da Ribeira, do Porto. Com um sotaque tripeiro do mais puro que há. Adoro este álbum: rock, punk, dance dos anos 70, inspirações depechemodianas, samplers e órgãos velhinhos. Caraças! Este gajo é bom!

Editors - "An End Has A Start"

Os Editors conseguiram, a meu ver, fazer um segundo álbum melhor que o primeiro. Isso é bom quando o primeiro já tinha sido um bom álbum. Parece um trabalho mais maduro, mas pesado. E eu aprecio esse tipo de álbuns: dá ao CD um ar meticuloso. As guitarras são do melhor que há.

Eddie Vedder - "Into The Wild OST"

Nota-se que era algo que o vocalista dos Pearl Jam já queria fazer há algum tempo. Sobretudo porque os concertos da banda de Seattle já têm uma parte dedicada só a Vedder. Este álbum está carregado de melodias brutais mas muito simples. Tudo tocado por Eddie Vedder. "Rise" é das outras mais bonitas do ano.

Não resisto. Tem de entrar mais um. Não dá para ficar de fora. O que torna este post em Os 11 Albuns De 2007 Que Bruno Mais Ouviu Com Verdadeiro Deleite, Mas Que Não São Necessariamente Os Melhores do Ano, Pois Este É Um Critério Absurdo Que Não Põe Em Causa A Qualidade Dos Artistas ou Dos Trabalhos Realizados Em Prol Da Música, Pelo Que Esta Lista Não É Passível de Crítica, Ouviram?

Kanye West - "Graduation"

Hip-hop com gosto. Bons samplers, boas vozes, bons detalhes. Kanye já me tinha impressionado pelo bom gosto em "Late Orchestration". Em "Graduation" confirmou as capacidades que fazem dele um talento do hip-hop.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Re-Construções

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Está tudo a compor-se devagarinho. Não estou a ter pressas para comprar os materiais. Estou a ver como é que as cores combinam. A tal história do "pan-dan". Será que há "pan-dan"? É das questões que mais me assaltam neste momento. Vejo tudo a correr muito bem. Há harmonia, sim senhor. Há simbiose entre as peças. Tudo se conjuga para que a casa fique bonita.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Qual cintura, qual carapuça

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Como homem ia sentir-me extremamente envergonhado se, na noite de consoada, tivesse de abrir os meus presentes e ter de encontrar, lá no meio da roupa interina que nos oferecem, umas cuecas tamanho "S". Em frente às tias. Aos primos. Às amigas velhas e solteiras de um dos tios que passa o Natal conosco porque não tem mais ninguém. Mas que ainda assim até possuem algum dinheiro.

Este menino que aqui está recebeu quatro valentes pares de boxers "da moda" XL.

Homem que é homem usa boxer XL independentemente da largura da cintura.

Tenho dito.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Tachismos

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Eu até percebo a crise directiva na liderança do BCP. Estas candidaturas a lugares aqui e acolá são fruto da necessidade de haver tachos para esta altura do ano: bacalhau, couves, batatas, perú. Em alguns sítios até há polvo de Natal! Há muita coisa para ser cozinhada.

Boas festas

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Onde elas vos souberem bem.

sábado, 15 de dezembro de 2007

A outra face das compras de Natal

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É precisamente não as ir fazer. É trocar o centro comercial por uma esplanada à beira Tejo, a beber uma cerveja fresca que teima em não aquecer dado a temperatura fria da qual não tenho medo. Com música nos ouvidos e leitura de fim-de-semana. Até que o pôr-do-sol deixe de impressionar e a luz seja pouca para a vista descortinar as letras.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Suspiros ridículos

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Frio desagradável. Má música. Aquecedores de rua apagam-se com o vento. A cerveja não estava saborosa. Não me deu vontade de a repetir. A esplanada tinha gente a mais. E passava aquele som irritante dos Guns N' Roses em formato lounge. Um CD dos Guns N'Roses para Lounge! Só falta agora vir uma ópera AC/DC: "You've been - thunderstruck!
/Rode down the highway/Broke the limit, we hit the ton!" cantado por aquele rapaz italiano que vê mal...

Sem paciência. Tem a ver com isso. Tem de ter a ver com isso. Não tem a ver com outras coisas: com o precisar de férias; com o facto de ter cada vez mais vontade de ver paredes a serem partidas. Com o facto de querer construir paredes e criar uma barreira de isolação. Não tem nada a ver com essas vontades.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

The Song Remains The Same

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Tinha dado um pedaço de escroto para lá ter estado. Acho que era daquelas coisas que mudam a vida a uma pessoa. Como uma tatuagem. E perder um pedaço de escroto também.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Problemas domésticos

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One drink to rembember, another to forget

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Luzes parvas

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Eu quando disse que era um lençol de luzes, era literal.

Dar música

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Usar travessões (-) em excesso

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Não sei o que se passa.

Moda

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Acho graça à dicotomia "blazer-ah-que-estás-todo-pipi"; "sem-
blazer-ah-afinal-não-uma-vez-que-possuis-o-mesmo-baixo-registo
-de-vestuário-a-que-todos-habituaste".

Get born again

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Mais uma noite em que não consigo deixar o carro na rua. Sou obrigado a estacioná-lo na garagem e a ter de subir uma ladeira para entrar em casa. Tudo bem. Serve para pensar. Para me aperceber que já está tudo ultrapassado; para me aperceber que fi-lo sozinho, sem recorrer a nada, a ninguém (bom, tirando os quatro habituais); para tomar conta que já me deito com a cabeça tranquila e que voltei a ter sonhos. OK, "cor-de-rosa-com-sorriso-nos-lábios".

"Muito bem, Bruno", penso eu. Mas algo cheira mal.

Fui ver e, ao subir a ladeira, tinha pisado cocó.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Enfeitar

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Os enfeites de Natal estão cada vez mais parvos. Não são bem os enfeites. Se calhar são mais as luzes, as iluminações. São cada vez mais um farol nos prédios; uma identificação de edifício, como se faz nos arranha-céus. Mas em prédios de quatro andares. Como se faz aqui neste da minha actual freguesia. Ou entao ali naquele ao lado, que parece daqueles mata moscas dos cafés que fazem "czás" quando um mosquito trespassa as luzes negras. Ou então ainda como aquele do prédio ali ao lado que tem um verdadeiro lençol de luzes que vai da varanda, passa pela janela da sala e vai até à janela do quarto que não sei até que ponto é permitido pela União Europeia. E não sei até que ponto deixam dormir quem lá habita.

Vou ver se faço a minha decoração de Natal extremamente reduzida. Está na hora.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

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sábado, 1 de dezembro de 2007

Thumbs up

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Para o indivíduo que está na zona do elevador da Bica, em Lisboa, a vender hamburgueres de soja com alface, tomate e maionese, quentinhos e acabados de fazer, por 2,5 euros. Valem muito a pena. Não nos deixam empanturrados, caraças. Bons ao ponto de eu querer começar a querer fazer cá em casa.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Frase feita

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"Os Homens são todos iguais", dizem as mulheres. Ok. Mas, assim sendo:
1 - Por que demoram tanto tempo a escolher?
2 - Por que é que dizem todas o mesmo? Se calhar, vai-se a ver, e as mulheres é que são todas iguais e arranjam sempre a mesma desculpa para os momentos menos positivos na vida. Eu ainda vou assumindo
3 - E os maricas, em que ponto ficam?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A criatividade pornográfica não tem limites

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Não vale a pena especular muito sobre do que se trata esta obra cinematográfica. Só de notar que "Anões no Circo" faz parte da colecção "Anões do Sexo". Portanto, gente baixa, que abana o corpo, que atravessa estradas a correr para ganhar balanço a subir o passeio a praticar sexo. No circo. A única coisa que se pode especular é o seguinte:
- Estão por baixo das bancadas a fazê-"lo" de surra?
- Estão na jaula dos leões?
- Estão no camarim a vestir um maillot justo que deixa saliente o quadril?
- Estão no trapézio a baloiçar?
- ...


Neste outro exemplar à venda numa estação de serviço perto de si encontra-se também este título: "Toneladas de Carne". Ora bem, não sei onde se poderá desenrolar a acção. Na galera de um camião TIR carregado de gente no forrobodó? Num frigorífico de um talho (neste particular, na minha zona há um fantástico que só o nome faria as delícias dos criativos: Talho do Necas)?Numa charcutaria, na zona da salsicharia? Digam lá que não estão moídos pela curiosidade? O subtítulo promete horas de muita galhofa: "Jovenzitas e homens maduros".

É o chamado "vale tudo" do cinema.

domingo, 25 de novembro de 2007

Fumo para o ar

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Parece que esta música foi feita para descrever estados. Ok. Não faço ideia, mas é a vontade que me dá, de falar de tudo. De dizer que estou bem, que me sinto fantástico. Com o pouco que tenho: sou eu, o meu carro, os meus cafés diários, as duas fotos da Beatriz na carteira, ela a dizer "Bu, à cá". Os meus amigos diários. Os mesmos de há vários anos, mas que ainda dão temas de conversa. A minha casa em Campo de Ourique, cada vez mais minha. Sim, satisfaço-me com estas coisas que são banais para quem está a ler. "Toda a gente tem isso!", dizem. Eu respondo: "OK, mas é o melhor que eu tenho". Não quer dizer que eu não procure mais. Seria estúpido. Mas "the best thing" já lá vai e hoje é apenas uma recordação muito ligeira. Como aqueles Verões que todos passámos: soube bem cumó catano, mas nunca mais vou poder passar o mês de Agosto e Setembro a andar de bicicleta, a dar mergulhos na praia e na piscina, a ir comprar gelados à gostosa "piranha" que tomava banho no mar às 18 horas com um fantástico biquini branco... E essa vida, por muito boa que fosse, é apenas uma memória.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Três razões para gostar de Roger Federer

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Mesmo sem ver muito ténis com detalhe, aprecio o trabalho do suíço Roger Federer. E há algumas coisas que me fazem apreciar o que este sujeito faz pela modalidade:
- Desportivas: Efectua algumas boas jogadas
- Ligação ao cinema: Como é sabido, Roger Federer e Quentin Tarantino são irmãos. O talento que um tem no cinema, o outro tem no ténis. Além do mais, era impossível não simpatizar com alguém da família de Tarantino. A avó é fofinha e a mãe faz um excelente estrugido.
- Errr... Ao contrário dos outros praticantes da modalidade, Roger Federer não faz barulhos quando dispara uma bola para o fundo do court. "uhhhhhhhhhhhh"; "bedaaaaaaaaaaan"; "vedaaaaaaaan"; "haaaaaaaaaaaan"

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

She’s a black belt in karate (hey hey!)

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The Flaming Lips - "Yoshimi Battles The Pink Robots"

É estúpido

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E depois há a aquelas pessoas que tiram fotografias encostadas a um Ferrari, ou a um Porsche. Ou montam-se numa Kawasaki ou numa Honda CBR "seis e meio" que dá "dois pintores" com a rapidez de quem diz "zaragatoa". Para completar o ramalhete, escrevem na descrição das fotos: "O meu pópó".

Vamos lá ver uma coisa. "O meu pópó"? Arrisco entrar no cálculo matemático e dizer que 98 por cento das pessoas não tira fotografias ao lado do "seu" - e digo verdadeiro - Ferrari. A tirar, portanto, é dentro do carro, a conduzi-lo e, logo a seguir, tiram outra foto ao registo de propriedade. E também uma fotografia à namorada loira - que convém estar ou com um decote extremamente vigoroso ou então com uma parte da auréla que circunda o mamilo à mostra - que foi "sacada" à custa das quatro rodas.

Os que se montam em cima de motos que não são deles só para dizer "estive montado em cima de uma excelente mota e quem sabe se um dia eu não for maricas e for contra a vontade dos meus pais puxe as calças para cima e vá adquirir este veículo potente de duas rodas" são só estúpidos. E, o mais provável, é que se um dia efectivamente deixarem de ser maricas, acabem a estucar muros empedrados com os dentes da frente.

Para terminar, deixo uma sugestão: eu possuo um excelente veículo. Citroën C3. Quem se encostar a ele para tirar uma foto, fica sem mão. Começa a passar as mãos pelo cabelo com um sedutor couto.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Auto-camisola

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O Inverno está aí. O frio também. E eu sei que ele chegou por vários motivos:
- Tenho os lábios com cieiro.
- Tenho a parte de cima do lábio superior irritada de me assoar
- Uso pijama
- Tenho edredão de aquecimento na cama
- Partes do meu corpo começam a criar auto-defesas de aquecimento. É o caso do meu umbigo, coitadinho, que necessita de criar cotão para se auto-aquecer. Auto-camisolas que auto-aquecem a minha ligação materna.

domingo, 18 de novembro de 2007

Ser javardola e efectuar piada muito básica

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O post anterior foi o número 69.
É eh!
Ah latagão!
Isso é que foi!
Fizeste peão, não é?
Derrapaste e ficaste ao contrário!

Uma menina estava em casa com o noivo e de repente, no auge do clima, ela sugere que façam um 69... "Que diabo é isso?" Pergunta o noivo. A menina ao perceber a inexperiência do noivo, disse: "Eu coloco a minha cabeça no meio das tuas pernas e tu colocas a tua meio das minhas..." E ele sem perceber o que ela estava a dizer, e para não prejudicar a actividade sexual em curso, disse que sim. No precios momento em que a posição estava em curso, a rapariga solta uma estrondosa, demolidora e respeitosa flatulência. O noivo tosse e arrasta-se como pode e sai da cama por alguns instantes. A noiva, muito envergonhada, pede desculpas e diz que tal rasganço não voltaria a suceder.
O casal volta à carga e no relaxamento outra flatulência se solta... O noivo levanta-se e veste-se. A rapariga pergunta: "O que foi? Por que vais embora?" Ele responde: "Se pensas que vou esperar os outros 67 estás muito enganada..."

A partir de agora retomo alguma dignindade.

À porta do Intermarché

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- Compre uma canetinha para ajudar os escuteiros!
- Ajudar a quê?
- Ajudar os escuteiros...
- Sim, mas ajudar a quê?
- Ajudar a...
- Sim?
- Ajudar a termos dinheiro... para comprar uma carrinha.
- Ai é? Então compra-me aqui um pacote de lenços que aqui possuo para eu meter gasolina no carro.
- Sim, mas nós somos um grupo... vá lá...
- E eu sou sozinho! Vocês que se ajudem um aos outros. Vocês estão a angariar dinheiro para irem em fila indiana para os bosques com fardas ridículas, lenços homossexuais ao pescoço e berloques nas meias até ao joelho. As raparigas têm aquelas saias ordinárias que se erguem até ao pescoço à passagem de um ventinho mínimo. Querem dinheiro para ir fazer nós para o bosque? Se querem aprender a sobreviver vão para tropa. Semanas de campo com guitarrinhas e mochilas da campingaz? Sai-me da frente antes que eu te enforque com esse lenço de lobito,
- Ah, mas eu tenho um canivete!
- Nem tens unhas para abrir isso pá.

Há gente muito mal formada. Se custava alguma coisa dar-me cinquenta cêntimos para ajudar a comprar uma carrinha.

sábado, 17 de novembro de 2007

Bons dias

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Ainda não acordei em Campo de Ourique. Mas foi lá que despertei. A noite foi esticada e a obrigação de ir cedo à habitação faz com que tivesse de passear pelas ruas de paralelepípedos e carris do eléctrico, dar passagem às idosas - com cabelos magnificamente esculpidos, que puxam carrinhos de compras ao saírem da praça. Os olhos ainda estavam meio fechados e os zigue-zagues foram acompanhados de bocejos. Mas deu-me prazer chegar aos Prazeres, estacionar o carro na minha rua, no passeio por baixo da minha varanda e ir dar os bons dias ao senhor Nogueira. Pedir-lhe um café e um pastel de nata, ouvir as notícias das 9h na Rádio Renascença enquanto lia o jornal.

Acho que me vou habituar facilmente.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Kona e torradas

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Estava sentado à janela a tomar o meu pequeno-almoço quando passa na rua um indivíduo montado numa Kona. E fiquei com inveja, pois era bem jeitosa. Mas pelo aspecto, era uma bem cara.

Belas coisas que se encontram no desmontar de um apartamento

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- Livro de instruções de uma máquina de lavar roupa Indesit de meados 1970:
"Minha Senhora:
Permita-nos que a felicitemos pela compra da sua máquina de lavar roupa INDESIT"
Que cortesia!

- Estatutos do Sindicato dos Músicos, datado de 1982 (belo ano, por sinal)

- Dois copos:

Estou para ver se encontro uma seringa a dizer "Heroína" e outra a dizer "Diabetes". Só para não confundir.

[Da série] Amigo da noite

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Noite diferente. Duas garrafas de vinho, duas violas. Uma máquina fotográfica. Um farol que fazia correr pessoas pela encosta da Serra de Sintra. Ver as horas a passar pelo contar de músicas tocadas e cantadas. Um mau concerto para meia-dúzia de pessoas que (in)compreensivelmente desapareciam rapidamente da zona.

Curiosamente, um ano depois voltei ao mesmo sítio. Desta vez com companhia.

A acompanhar a série aqui

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Já está

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Se andares por essa cidade
Existe uma terra, tu vais encontrar
das planícies vastas até ao mar
Uma tera onde não há justiça
um ambiente onde não reina a lei
não há justiça na terra da cortiça

Campo de ourique, quando a tardinha cai!
campo de ourique, é pra lá que a gente vai!

As velhinhas dão milho aos pombos
e as criancinhas que brincam aos tombos
e a policia passa muito devagar

E os cofres chovem nas cabeças
dos pianos cegos que vão a pasar
é assim a vida em campo de ourique...

Campo de ourique, quando a tardinha cai!
campo de ourique é para lá que a gente vai!

Irmãos Catita

E curiosamente: "Taxa Euribor regista primeira queda depois de 24 meses de subidas consecutivas"

Vidinha boa.

De vez

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'm never going back never going back to you
I'm never going to see you again
I'm never going to dig out your picture
I'm never going to look you up someday
Life is very short
You don't love me anymore
So I'm never going to see you again
I'm never going to write you a letter
Never going to call you on the phone
I'm never going to drive by your house
I'm never going to catch you coming outside
Never going to walk up your walk
And ring your bell
And feel you fall into my arms
I'm never going to see you
I'm never going to see you
I'm never going to see you again
You're gone for good

Morphine - "Gone For Good"

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ricardo em bielorrusso

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"Encerra-mos para limpesa"

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Hora eça! O praser é todo noço!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Dias curtos

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Hoje tive de vestir um casaco para tomar uma dose de cafeína pós-jantar.
Estava frio. Na rua deitei um pouco de vapor da boca. Não estava a fumar.
Cheguei a casa e não me apeteceu tirar o casaco.
Tenho adiado o arrumo de chinelos. Ainda não vai ser hoje, mas voltei a aperceber-me que tive o pior Verão da minha vida. Voltei a apreceber-me que o que me fazia falta agora eram dias compridos e não calor. O que, nesta altura me sabia bem, era sair do trabalho às 21h e ainda ver o céu cor-de-rosa/laranja a dar outra tonalidade à Pimenteira. Certamente que a cerveja que hoje bebi na esplanada me iria saber melhor se fosse fim de Junho.

Agora podia era vir aquela altura do 15 de Maio, caraças.

"E se fosses escovar esses dentes com uma zaragatoa?"

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Não havia dúvidas que as mulheres são cruéis. Nada disso. Toda a gente sabe que elas gostam de fazer sofrer. Fazer sofrer qualquer coisa. Um homem, uma mulher, uma pedra, um telemóvel cuja bateria está viciada. Conheci mulheres que puseram os atacadores dos meus ténis a chorar.

O que eu assisti hoje foi apenas a mais uma demonstração de que nem entre elas são amigas. E aproveitam qualquer altura para deitar abaixo. Fazem uso da sua capacidade de surpresa para desferir uma estocada.

Cenário: um hotel.
Protagonistas: eu (A), uma rapariga - gira, por sinal (B), uma terceira rapariga que surge (C).
Existe diálogo entre A e B. Surge a C que se introduz no epicentro da conversa.
C - Então? Tudo bem? Olha, nem te estava a reconhecer... - dirigindo-se à B.
B - Sim, está tudo. Estou assim tão diferente? - pergunta, mexendo no cabelo
C - Não, nem é isso. Estás mais cheeinha.
A - Catano pá! Eu não ouvi isso - penso eu para mim
B - Ahahah - por dentro dá uso e abuso a todo o vernáculo que tem conhecimento, sem olhar a questões como: "será que a mãe desta senhora tem culpa? Ou será que ainda é viva?"
B vira-se de novo para A e retoma a conversa. C mete-se num canto e vai interrompendo a conversa entre A e B. Gajazinha irritante pá!

Achei graça ao facto de uma tipa com uma cremalheira que deve ser utilizada para escavar esgotos parte para o ataque às feições de outra mulher. Gostei de ver por fora, senti-me na savana africana.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Punk cor-de-rosinha

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Mistura-se nas prateleiras com os DVD da Britney, das Beyoncé, até mesmo com o da Florbiella. Os dréds lêem "Hey Ho, Let's Go" ("Hey pêga, bora" - numa tradução literal) no símbolo deles e devem pensar: "Isto deve ser malta rija do hip-hop". E pumba, lá metem no carrinho.

Isto que aqui está é bom demais. Chegou-me hoje às mãos e comecei de imediato a molhar as pontas do indicador e do polegar com saliva e a tocar-me nos mamilos. Já sei que hoje me deito outra vez às tantas.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Uma chaga pra lembrar que há um fim

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Ornatos Violeta, Chaga. Uma luta, de facto.

Rapariga do andar de cima. Ou pré-madura.

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O senhor Graça vai embora.
Mas parece que fica a vizinha de cima fica.
Por muito simpático que fosse o velhote de noventa e tal anos (ou oitenta e picos), antes ouvir o arfar de prazer carnal da rapariga do que a expectoração do senhor Graça. São caras diferentes que se fazem:
Senhor Graça a expectorar: "Aaaaaaargh", penso eu.
Vizinha de cima a ter prazer carnal: "Eheheh", digo eu.

Senhor Graça, noventa e tal anos. Ou oitenta e picos.

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O senhor Graça mora por baixo de mim.
O senhor Graça tem perto de, reparem, noventa e tal anos. Noventa e tal. Não sei precisar ao certo, mas a partir de uma idade, as pessoas deixam de ter uma idade muito composta: 25, 43, 32, suplementar é o 18. Sei que o senhor Graça tem mais de noventa. Já ultrapassou a fasquia dos oitenta e ainda não chegou aos cem. Tem noventa e tal. Acho eu. Mas se não tiver noventa e tal tem oitenta e tal. Ou oitenta e picos. A lógica é a mesma.
Enfim.
Hoje é o último dia que o senhor Graça passa na casa por baixo da minha. Disse à minha mãe, no café à hora de almoço, que vai hoje para um lar de terceira idade. Lar esse que está a pagar há uns anos valentes. Até hoje sempre se recusou a ir. "Mas agora já não me consigo vestir sozinho, nem lavar sozinho", explicou à minha progenitora, com lágrimas nos olhos.
Deu-me pena. Conheci o senhor Graça com setenta e tal anos. Sempre morou por baixo de mim. Vizinho impecável. Muito pouco barulho, tirando a expectoração às nove da manhã. Quando o conheci, ainda conduzia um Opel Vectra dos antigos. Aos setenta e tal anos ainda via bem. Depois teve de entregar a carta e ser operado às cataratas. O senhor Graça, com oitenta e tal, vinha algumas vezes cá a casa pedir o favor de lhe pormos umas gotas nos olhos. E nós lá o ajudávamos.
Muitas vezes houve em que baixei o som da minha aparelhagem com receio de perturbar o descanso do senhor Graça.
Dá-me pena de o ver partir para o lar, porque não sei se o vou voltar a ver. No dia em que minha mãe falou com ele e ficou a saber que já não se conseguia lavar (porém com um ar extremamente asseado, fruto da mulher do marinheiro - na reforma - que vai lá a casa tratar do senhor Graça), o senhor Graça, noventa e tal anos, cumprimentou-me com um aperto de mão de peles descaídas e disse: "Que tudo lhe corra bem."
Eu só consegui dizer: "Vá senhor Graça. Anime-se."
E custou-me aquela despedida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Iluminado sem vontade

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Não ando a ver televisão. Avariou-se o aparelho receptor que possuo no quarto e não vou comprar um novo. Pelo que, os momentos de "zapping" televisivo-domésticos reduzem-se ao período em que me sento na cozinha, sozinho, a comer sopa e um bocadinho de pão com queijo ou farinheira. Sempre depois das 21h30.

domingo, 14 de outubro de 2007

Duetos que valem um sneak peak

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Jorge Palma e Manuel João Vieira - "Popoye, the sailorman"

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Nobel da Paz Podre

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Paz:
estado de um país que não está em guerra;
tranquilidade pública;
cessação de hostilidades;
serenidade de espírito;
boa harmonia;
sossego;
conciliação;
concórdia;
união;
silêncio.
Al Gore foi galardoado com o prémio Nobel da Paz. Acho que só mostra que realmente há anos em que é difícil escolher. Também não era difícil de perceber que ia ser assim: basta abrir os jornais e perceber que não há ninguém a fazer um esforço mínimo para ser distinguido.

"Olha, vamos atribuir a este gajo...", suspiraram os membros do comité de nomeação.
Fica os meus "two cents": façam um ano sabático na entrega deste galardão, para não passarem mais embaraços.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Dia rê

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Os Radiohead lançam na net um novo álbum.
À moda antiga - mas mais moderna - eu vou pirateá-lo. Para consumo próprio.
E depois vou comprar a edição com dois CD, dois discos de vinil - à moda antiga (ando à procura de gira-discos) - e um artwork bem catita, que pesa cerca de meio quilo (disse o autor da capa).
Vou então começar à procura de cópias piratas.

Haiku da vida

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Lembrança de mim
Quando eu era um petiz
Problemas? Zero

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Did you say "I Love You" or "Fuck You"?

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Tenho adormecido diariamente com isto. Com esta versão, que desconhecia a existência em vídeo. Que me faz fechar os olhos descansado, sem temor, sem dúvidas. Parto para os sonhos (que nem têm sido grande coisa) de uma forma letárgica, com a mente em concordância com a alma. Para acordar em repeat, a precisar de chegar ao fim do dia à procura do mesmo analgésico. Abençoado.

domingo, 30 de setembro de 2007

Renascer

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Por aqui.


Também já não era sem tempo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Quando a música fala por nós

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Friend of the Night - Mogwai

sábado, 22 de setembro de 2007

Opções de vida

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Se me fosse possível optar, escolheria sempre por urinar ao ar livre. A acção fisiológica torna-se muito mais reconfortante.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Esconderijo

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Nos filmes em que há perseguições os fugitivos conseguem sempre esconder-se debaixo da cama. Também são sempre encontrados, ok, mas não é essa a questão. Eu já não me consigo enfiar debaixo de uma cama desde os meus, vá, 10 anos. Já não se fazem camas para as pessoas se esconderem. Além do mais, por baixo da cama está sempre tudo cheio de pó, mesmo com as limpezas que são feitas.

Daqui se conclui que eu nunca me poderia esconder debaixo de uma cama: primeiro não caberia. Segundo, em função de uma renite alérgica que possuo, começaria de imediato a espirrar. E o bandido detectar-me-ia. É por isso que mantenho sempre um revolver em cima da mesa de cabeceira. Para o caso de entrarem bandidos no meu quarto.

E perguntam vocês: "E a tua mãe deixa?". Sim, eu disse-lhe que é um isqueiro.
Foi aí que ela me bateu por eu fumar.
E eu disse-lhe: "É mentira mãe! É uma pistola! Eu não fumo!"
E ela, enquanto me dava com o chinelo nas nalgas: "É uma pistola é... tu andas mas é a fumar".
E eu: "É é, mãe. É uma pistola por causa dos bandidos!"

E ela não acreditou.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A problemática do choro

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E depois há aqueles pais que estão no café.
São aqueles pais que são maçados pelos filhos a torto e a direito. Aqueles filhos que pedem chupas coloridos com brilhantes por cima, que ao início são muito picantes ou amargos (nunca consegui distinguir muito bem) e depois se tornam agradavelmente doces, como se tivessem aberto uma mangueira para cima de nós de forma a apagar o fogo que nos foi criado na língua. Pedem "Quindéres Supresas" e outros chocolates adventistas. Querem batatas fritas, mas na hora da verdade acabam por mudar de opinião e pedir antes um gelado.
Miúdos que fazem birra. Que batem o pé. Que gritam.
Vêm os pais que lhes dão três ou quatro nalgadas, pelo meio dobram o braço de forma a acertar com a parte mais proeminente do cotovelo no alto da cabeça da criança. "Cala-te! Não te dou chocolate nenhum!". Pam Pam Pam. A criança fica a chorar.
É aí que surge a personagem mãe. Aquela personagem mãe. De cabelo apanhado, calça de ganga que nota-se que já expirou o período de validade. Ou então comprou há pouco tempo na feira da Venteira e ela julga que está muito na moda. É a mãe que fuma, a olhar para o lado. Que aponta o cigarro para longe da sua criança e manda para cima das crianças dos outros. A criança dela chora de forma copiosa porque, recorde-se, levou um enxerto de porrada do pai no café - pai esse, que , recorde-se, tem sempre muita capacidade física - e doeu-lhe, vá.
A personagem mãe vira-se para a criança e diz: "Vá, pronto."

Pergunto eu: "Vá, pronto"? Se até a mim me doia. "Vá, pronto".

domingo, 16 de setembro de 2007

Naquele tempo é que era

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É aqui que se vai poder assistir a uma reconstituição perfeita dos tempos em que as coisas eram mediavais em Sacavém: pousio nas terras, latifundários, senhorios de terrenos, cavaleiros e donzelas. Sacavém já foi assim.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

The light that fueled our fire then has burned a hole between us

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No fault, none to blame it doesn't mean I don't desire to
point the finger, blame the other, watch the temple topple over.

Epá... There was a time that the pieces fit...

Cold silence has a tendency to atrophy any sense of compassion
between supposed lovers

Pronto.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Balúdrios

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Oprah Winfrey vai deixar no testamento 30 milhões de dólares aos seus cães para o caso de ela falecer. Não saber o que fazer ao dinheiro. O ideal mesmo era alguém conseguir fazer isto que se segue.



Grande Dave Chapelle.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

As tardes da Júlia

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Ora bem. A TVI. Não quero alargar-me muito. Acontece que nesta sala onde estou sentado, a minha mãe está a ver as Tardes da Júlia. No sofá está sentada uma senhora a contar a história do dia em que o marido lhe deu 17 machadadas. Não ouvi mais nada. Entraram outras coisas, mas que não foram úteis para perceber os motivos da agressão (nem sei se é esse o termo). Lembro-me que ela falou numa mota "Vespa", num outro homem, numa bomba de gasolina. Enquanto o marido lhe ia arreando, só o outro tipo é que estava a assistir. Mas não fez nada, porque é "um homenzinho", enquanto o fulano que a ia descascando como se tratasse de um cepo para lareira era "um homenzarrão". Pronto. É isso. Dezassete machadadas. Não são dezasseis. Nem dezoito. Dezassete machadadas.

Pan-dan [pã-dã; pandant]

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- Uma torradeira, um jarro eléctrico e uma cafeteira (que não é daquelas que hoje em dia toda a gente quer) a condizer com os futuros móveis da cozinha.
- Quatro individuais a condizer com o interior dos pratos, canecas e bule ofertados no aniversário.

Esta história das preocupações com as cores é um bocado amaricada. A começar pelo nome: pandant. Fazer pãndãn. Caraças. Sinto alguma virilidade a escorrer por entre os dedos. Parece que me estão a arrancar alguma masculinidade. Sinto uma vontade louca de comprar um avental, de tirar um curso de culinária e um outro de crochet. Para fazer daquelas meiazinhas em malhinha para ter os pezinhos quentinhos quando for dormir(zinho). Dei por mim a ver o preço de vinagre "Cartuxa", produto gourmet, só para que a salada dê um outro prazer ao palato. Fui, por curiosidade (apenas, devido à falta de espaço), ver quanto custava uma garrafeira térmica. Mas o que é isto? Duas galhetas... O que é feito dos homens que tomavam banho vestidos para poupar uma lavagem de roupa na máquina? E dos que aproveitavam o prato do cão para jantar? Assim é só um prato para lavar.

Mas não hei-de vergar com tanta facilidade. Vou continuar a beber cerveja, a comer tremoços e amendoins enquanto vejo futebol e tiro sujidade das unhas dos pés com as unhas das mãos. Vou, vou. Mas agora vou escutar o último álbum do Patrick Wolf. E o do Rufus Wainwright, que ouvi dizer que estão extasiantes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Um ano depois

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"E prometo continuar a fazer cócó nas fraldas, a comer a papa toda. Já falta pouco para começar a andar e aí ninguém me pára! Prometo ainda não partir brinquedos, pelo que podem continuar a oferecer-me coisas! Os tempos de mamar já lá vão e posso garantir aqui que no espaço de quatro ou cinco anos vou começar a ler! Senhores deputados, não se deixem enganar pela minha tenra idade: já consigo comer a fruta sozinha. Só preciso que ma descasquem e ma metam num prato!"

E foi assim o "comício" do primeiro aniversário...

domingo, 9 de setembro de 2007

Há um ano

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Nove de Setembro de 2006. Estava no café a ver um jogo de futebol. Durante a tarde tinha acontecido o Red Bull Flugtag no Rio Tejo. Depois o Sporting ganhou 1-0 na Choupana. Um belo golo do Nani. À noite tinha jogado o Benfica. Perdeu 3-0 com o Boavista, mas o Rui Costa fez um túnel de belo efeito ao Kazmierczak. Já tinha bebido umas cervejas, mas estava de sobreaviso. A Beatriz estava a caminho.

Recebi o telefonema de minha mãe a dizer que tinham acabado os falsos alarmes (dois ou três, já não me lembro) e que desta é que era. Agarrei no veículo e fomos a voar até à maternidade. No carro fomos em silêncio. Apesar de o parto estar demorado, tinha pressa em chegar. A mãe percebeu-o e não fez nenhum comentário à velocidade (vendo bem, não foi muito alta, pois o meu veículo tem apenas mil e cem de cilindrada, sessenta e poucos cavalos e um binário de não sei quê).

Não tinha autorização para entrar na zona de partos. Só lá estava o pai e pôde entrar a avó. Eu fiquei sentado. A ver as horas a passar. Chamaram uma "Beatriz Pereira" e eu dei um pulo na cadeira. Mas era só uma bebé com febre ligeira. Eram 23h50, mas ainda faltava um bocado. Eu é que não tinha informações sobre o ponto da situação. Ainda passou uma hora até saber que a Beatriz tinha nascido às 00h15. Já a 10 de Setembro de 2006. Com 2,905 quilos.

Voltei a entrar no carro e a fazer o IC-19 a alta velocidade para ir buscar os avós paternos. Reuniu-se a família e por ali estivemos até por volta da uma da manhã. Foi aí que se tirou a primeira foto da Beatriz.


10 de Setembro de 2007. Já passou um ano (a correr, em que tanta coisa aconteceu) e Beatriz está já com nove quilos. Já diz "papá" e "mamã". Diz "pê" para dizer piu. Diz "pa" para dizer papel. Fecha os lábios com força para dizer "Bu", mas ainda não se ouviu o som na plenitude. Tem quatro dentinhos. Não anda. Sai a toda a gente. No colégio dizem que nunca tiveram lá nenhum bebé assim: porque come a fruta sozinha e não faz birra para comer. Pelo contrário: faz birra por não comer. Tem umas bochechas lindas e deixa as velhas na rua todas invejosas, porque é muito simpática e ri-se. Mas só quando acha mesmo graça. Os comentários dos idosos são invariavelmente os mesmos: "Ai que linda!". "Olá princesa!". E é o orgulho da família.

Mais força ainda?

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Estes tipos a cantar o hino... a chorar? Mariquinhas pá! Se eu tivesse o vosso "cavedal" andava sempre na rua à procura de bulha e pancadaria. Agora cá a chorar. Se os neozelandezes vos vêem a chorar dessa forma, dizem-vos o que a minha mãe me dizia quando eu era pequenino. "Ou paras de chorar ou eu dou-te motivos para isso". Não foi assim há muito tempo. Ainda na quinta-feira ela mo disse quando eu estava a fazer birra porque lhe pedi uma caneca de cerveja fresquinha e ela não quis dar.


Eu não chorava.
Urinava-me pelas pernas abaixo.

Mesmo com a pelagem facial

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Não que seja muito máscula, mas optei por fazer um cultivo de barba. Não fica bem nem mal. Mas uma das decisões foi para parecer mais adultozinho, agora que já posso, que já tenho coisas para pagar. Porém, mesmo com a "penuge" continuo a ouvir coisas do género:

- "Qual era a mesa deste menino?" (Uma empregada de um bar para o seu colega na altura do pagamento de um Licor Beirão, uma imperial e um Famous Grouse).
- "É o menino..." (A mãe para uma bebé que para mim olhava... mania essa que as mães têm de explicar aos filhos o que estão eles a ver)
- "E para este menino?" (Uma padeira à espera do meu pedido)
...

E por aí fora. Mas isto de ter barba até tem graça. Por isso deixa andar.

sábado, 1 de setembro de 2007

Your halo has slipped down

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How you're plannin' to go about makin' your amends?

Já voltamos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

"Big E"

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E depois há aquele rapaz calmeirão. O chamado "negão" que vai ao ginásio e apresenta-se com bom estilo no bar. Como se fosse de Harlem: camisola de alças, carapinha despenteada, óculos escuros à Top Gun espelhados. Não é daqueles tipos que se acham os melhores do mundo e estão sempre dispostos a arranjar bulha. Não. Este usava All Star. Boa onda. A curtir o som dele, do alto do metro e noventa e dos 120 quilos que possuia. Esteve sempre sentado a curtir o reggae que vinha do palco. O pedal "wah wah" estava a fazê-lo vibrar, mas sempre de forma muito cool. Como se fosse Barry White: "Yeah! Uhhhhhh! Huuum". Era assim que ele estava, enquanto fumava mais um cigarro.

Mas do alto do palco, fizeram-lhe uma maldade que o irritou. Soaram os primeiros famosos acordes e arranjos que que Bob Marley fez para a sua guitarra. O dedilhado. "Teu néu néu néu néu... I remember...". É aí que este mano, que se morasse no Harlem chamar-se-ia "Big E", levanta-se com o copo de cerveja na mão e vai até à beira do palco, onde só está um rapaz da linha que, por acaso, apareceu hoje naquele bar. E que gosta muito de reggae, porque é boa onda e dá uma boa vibe e transmite um alto feeling. Ficam os dois frente à banda. O "Big E", sem se mexer, baixa a cabeça. O rapazola da linha dança proficuamente. Dança mais que toda a gente. Dança por toda a gente. O matulão, do alto do seu metro e noventa mete a mão na cabeça e cambaleia. Juro que o vi meter a mão por baixo das lentes dos óculos espelhados. A cerveja era bebida com dor, mas a ser mais precisa que nunca. Aquele calmeirão, do alto do seu metro e noventa, estava a cantar "No Woman No Cry", com o coração despedaçado, com a vida feita numa miséria. Com saudades de muitas coisas, de bons momentos, de muitos risos, de abraços. Foi por isso que ele chorava. "I miss the cuddles man!", justificar-se-ia "Big E", lá no Harlem. Os outros amigos iriam rir-se e gozar com ele: "Shiiiiiiiiiiiiiiiit, nigga! Aahaha! Are you a fuckin' faggot?" E continuava tudo a beber cerveja e a rir.

E eu que nem gosto dessa música...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Em tempos diferentes

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"Rusty Cage", dos Soundgarden


Johnny Cash, a fazer uma versão da cantiga dos Soundgarden

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Para quem diz que o Herman já está acabado...

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... revejam os vossos parâmetros.

Enxoval - II

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- Duas caixas, cada uma delas com quatro garfos, quatro facas, quatro colheres de sopa, quatro de sobremesa. A mãe diz que têm imenso prestígio e parece que está a querer partir de propósito os que tem cá em casa para adquirir uns idênticos. Passo pela cozinha e vejo-a a atirar garfos ao chão com violência e a pisá-los com os chinelos.

- Um cinzeiro tunisino

- Um fondue de chocolate

- Um kit de pequeno almoço composto por tijela e caneca

- Seis cheques de valor considerável que faz com que a habitação seja minha provisoriamente durante um período de seis meses. Mais sessenta dias (no máximo) e já ninguém ma tira. Pelo menos enquanto for pagando a mensalidade ao banco. Está tudo a andar, sobretudo o dinheiro para fora da minha conta...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Coisas que nos fazem arrepiar

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Há coisas que nos fazem alterar um dia. Hoje acordei e foi isto. Tão simples: duas vozes e uma melodia. E passei o meu dia todo a assobiar isto. A lembrar-me de nada. Acho impressionante a forma como esta acústica desperta em mim memórias. É uma música em câmara lenta que provoca muitas sensações, todas elas inexplicáveis, todas elas deliciosas: arrepios, tristeza, poder, força, garra, lágrimas, saudade, amor. Paixão não, mas não percebo o motivo.

Gosto de quando isso acontece. Quando algo em nós é despertado e ficamos sem saber os motivos. Chama-se a isso viver. Apenas viver. É o verdadeiro sentimento, o estado mais puro da sensação.

Na altura eram miúdos. Mas esta música é das coisas mais belas que já ouvi. Das canções mais perfeitas já compostas, que mais reacções químicas provocaram em mim. Hoje não a conseguiriam compor. Já estavam muito "twisted" para escrever e trabalhar o tema "Echoes". Nesta altura é que há a preocupação de tomar atenção e analisar todo e qualquer detalhe. É o lapidar da personagem que todos os dias vestimos.

Acho que vou dormir.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Roadtrip Playlist

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(clicar para ver em maiorzinho)

Agora andor...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Enxoval

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- 8 pratos rasos
- 8 pratos de sopa
- 8 pratos de sobremesa
- 1 bule de chá
- 8 canecas
- 8 copos de sumo

Está feita a primeira aquisição. Neste caso, oferta

domingo, 12 de agosto de 2007

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O meu capitão

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João Moutinho, 20 anos. O primeiro troféu que ergue como capitão do Sporting. Começas a saber o que é ganhar, xerife. Agora põe a tua sabedoria vencedora em prática e mostra aos sportinguistas como se faz!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

MJK a.k.a. Puscifer

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terça-feira, 31 de julho de 2007

Falecer

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Ontem Ingmar Bergman.
Hoje Michelangelo Antonioni.
Se eu fosse o Manoel de Oliveira estaria borrado.

Primeira notícia do dia

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"Timbaland vai produzir novo álbum de Celine Dion"

Ser vil

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- Ena pá. Olha ali aquela carrinha de escuteiros! Toda rebentada! Acidente do caraças pá!
- Pois é! Tudo encarcerado! Quero ver como é que vão desatar aqueles nós.
- Coitados pá. Deviam vir lançados na auto-estrada, viram uma velhinha a querer atravessar e meteram o pé ao travão...

De regresso

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Alguns dias de ausência a limpar a cabeça. E a ganhar uma outra côr. Nada de mais. Apenas um ou outro retoque. O mês de Agosto está quase aí. Há um bocadinho menos de carros em Lisboa, mas nada que ainda faça dizer: "O mês de Agosto está mesmo aí, caraças!". De qualquer das formas, é só amanhã o 1 de Agosto.

"É amanha dia 1 de Agosto
E tudo em mim é um fogo posto
Sacola ás costas, cantante na mão
Enterro os pés no calor do chão
É tanto o sol pelo caminho
Que vendo um, não me sinto sózinho
Todos os anos, em praias diferentes
Se buscam corpos sedosos e quentes

Adoro ver a praia dourada
O estranho brilho da areia molhada
Mergulho verde nas ondas do mar
Procuro o fundo pra lhe tocar
Estendido ao sol, sem nada dizer
Sorriso aberto de puro prazer"

Xutos & Pontapés

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Eu não te posso dar aquilo que nunca tive de ti

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"Eu quero estar lá, quando tu tiveres de olhar para trás"

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Grunge

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Tanto que se sua num concerto dos Mudhoney! E tanto que suei e nem saltei para o mosh pit. Eles são grandes em espaços pequenos, com pouco mais de 250 pessoas na plateia. São velhos, com barriga. Mas estão duas horas a tocar que nem valentes. A meter o pessoal à porrada cá em baixo. Com atitude. A gritar músicas de amor, a falar de sentimentos a gritar e distorcer. Memorável! É mais um para dizer: "eu vi!"

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Edificar

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Não foi por falta de tempo, mas por pachorra. A verdade é que aqui o espaço ainda está em recuperação. Faltam as ligações para sítios bons, que é preciso ter atenção. Onde se escrevem coisas bonitas, interessantes. Um pouco a antítese daquilo que vai ser isto. Ou que está a ser. Em breve, em breve.