É de mim? É da chuva? É das nuvens? É das minhas nuvens?
O temporal por todo o lado.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
domingo, 15 de Novembro de 2009
O que se traz de uma grande viagem? Novos ares, novas imagens. Novas pessoas. Um caderninho de recordações. Um bloco de notas mental carregado de apontamentos.
Mas dêem-me os grandes rios, as grandes montanhas. O frio, o calor. A humidade. Os jacarés, as prianhas. Os pórticos, as calçadas, os vendedores de bolas de sabão. O céu azul, as tempestades, a chuva. A seca. Dêem-me tudo isso. Sim, eu recebo. E agradeço. Mas não me farão sorrir como eu queria. De pouco valem quando ficam guardadas só para mim.
Mas dêem-me os grandes rios, as grandes montanhas. O frio, o calor. A humidade. Os jacarés, as prianhas. Os pórticos, as calçadas, os vendedores de bolas de sabão. O céu azul, as tempestades, a chuva. A seca. Dêem-me tudo isso. Sim, eu recebo. E agradeço. Mas não me farão sorrir como eu queria. De pouco valem quando ficam guardadas só para mim.
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Conselhos assim valem a pena. Vêm de surpresa. E sustentam-nos.
"Faz o que te apetecer. Para que mais tarde não te venhas a arrepender".
Obrigado.
"Faz o que te apetecer. Para que mais tarde não te venhas a arrepender".
Obrigado.
domingo, 1 de Novembro de 2009
sábado, 31 de Outubro de 2009
A verdade não merece castigo?
Ok, querem chamar-me aldrabão? Aproveitem hoje.
- Vim para casa. Quando disse que não vinha. E sinto-me melhor assim. Em casa. Aviei estradas secundárias.
- Olhei, mirei, observei. Soslaio, na minha vida. Ouvi com atenção? Não, desculpa. Mas perdi-me a meio na paisagem da imagem de uma face. E agora? Sei o que foi dito: que até há gente do leste envolvida, que há lágrimas pelo meio... mas e se a minha emoção foi entregue aos olhos que se afrontavam? Tenho culpa se a recordação é pintada de verde felpudo?
Bom...
- Vim para casa. Quando disse que não vinha. E sinto-me melhor assim. Em casa. Aviei estradas secundárias.
- Olhei, mirei, observei. Soslaio, na minha vida. Ouvi com atenção? Não, desculpa. Mas perdi-me a meio na paisagem da imagem de uma face. E agora? Sei o que foi dito: que até há gente do leste envolvida, que há lágrimas pelo meio... mas e se a minha emoção foi entregue aos olhos que se afrontavam? Tenho culpa se a recordação é pintada de verde felpudo?
Bom...
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
O que se ganha em viver com saudade?
Tudo parece mole cá dentro. Tudo parece que se derrete. Os pés mais tortos, tornozelos incapazes de segurar o corpo, com tendência a dobrar.
As pernas fracas, lentas.
A barriga apertada. Os pulmões cheios de ar.
Os cotovelos moídos. Os braços inertes. As unhas roídas.
A cabeça inclinada para a esquerda.
O cabelo...
O nariz com ar de inchado.
A garganta com caroços. Os olhos pesados. A boca fechada, com os lábios disformes, sobrepostos de forma desigual. O superior para a direita e o inferior para a esquerda.
As costas...
O que se ganha? Aperto no peito.
As saudades? Se calhar são os abdominais do meu coração.
Se mo arrancarem.
Tudo parece mole cá dentro. Tudo parece que se derrete. Os pés mais tortos, tornozelos incapazes de segurar o corpo, com tendência a dobrar.
As pernas fracas, lentas.
A barriga apertada. Os pulmões cheios de ar.
Os cotovelos moídos. Os braços inertes. As unhas roídas.
A cabeça inclinada para a esquerda.
O cabelo...
O nariz com ar de inchado.
A garganta com caroços. Os olhos pesados. A boca fechada, com os lábios disformes, sobrepostos de forma desigual. O superior para a direita e o inferior para a esquerda.
As costas...
O que se ganha? Aperto no peito.
As saudades? Se calhar são os abdominais do meu coração.
Se mo arrancarem.
Ser perseguido por sonhos. Nunca pensei que fosse assim. Saber exactamente como vai ser a minha noite, depois de deitar a cabeça na almofada. Independentemente da música que fica a tocar, há uma noção prévia do que se vai passar, de quem aparece. Das conversas. Dos sons. Das imagens. Dos cheiros. Da criação de novas imagens. É isto que se chama viver 24 horas por dia?
Não me perturba que assim seja. Não quero estar inerte. Prefiro andar em voltas do que restar-me no sofá a olhar para a luz do candeeiro.
Não me perturba que assim seja. Não quero estar inerte. Prefiro andar em voltas do que restar-me no sofá a olhar para a luz do candeeiro.
domingo, 25 de Outubro de 2009
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Any of you motherfuckers out there wanna show me how to live my life in order to be happy?
I thought so...
Are you truly happy?
I thought so.
Go whine yourself someplace else.
Don't come to my place, teach me how to smile.
Telling me what do I have to do.
I smile when I want.
I laugh because I feel to.
I cry because I need to.
Who are you to come and advise me?
Do you know who I am?
Do you know what's going on when I wake up?
Do you know what I see in my dreams?
Can you see what I see what with my cloudy and wet eyes?
Do you know what kind of memories I have tattooed in my mind?
Fuck off.
I thought so...
Are you truly happy?
I thought so.
Go whine yourself someplace else.
Don't come to my place, teach me how to smile.
Telling me what do I have to do.
I smile when I want.
I laugh because I feel to.
I cry because I need to.
Who are you to come and advise me?
Do you know who I am?
Do you know what's going on when I wake up?
Do you know what I see in my dreams?
Can you see what I see what with my cloudy and wet eyes?
Do you know what kind of memories I have tattooed in my mind?
Fuck off.
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Suspiro | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de suspirar
suspiro
s. m.
1. Respiração anelante causada por dor ou paixão que move o ânimo.
2. Indício de desejo veemente.
3. Fig. Gemido, ai, lamento.
4. Som doce e melancólico.
5. Orifício (no tampo de um barril ou pipa) que se tapa com um espicho.
6. Bolo tenro feito de açúcar e ovos.
7. Bot. Nome comum à saudade e à perpétua.
Aqui não há nada de doce.
1ª pess. sing. pres. ind. de suspirar
suspiro
s. m.
1. Respiração anelante causada por dor ou paixão que move o ânimo.
2. Indício de desejo veemente.
3. Fig. Gemido, ai, lamento.
4. Som doce e melancólico.
5. Orifício (no tampo de um barril ou pipa) que se tapa com um espicho.
6. Bolo tenro feito de açúcar e ovos.
7. Bot. Nome comum à saudade e à perpétua.
Aqui não há nada de doce.
quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
- Dói-te?
- Onde?
- Aqui, no joelho?
- Não. Mas aqui dói.
- Onde?
- Aqui, no peito.
- Mas aí é normal. Já viste a queda que deste?
- Sim, acho que o punho da bicicleta veio aqui raspar.
- Estava preocupado era com o joelho. As lesões do joelho são mais difíceis de curar.
- Dizes tu.
- Isso aí no peito passa. Só te dói quando tocas, não?
- Não. Dói sempre. Então é no peito! Quando respiro. Quando durmo. Quando me viro. Quando salto. Quando vou a correr para o autocarro. Quando meto a mala às costas. Quando me baixo para apanhar qualquer coisa... E claro, quando toco. Só que o peito é uma dor sensível. E não é só para as mulheres.
- Pior era se fosse nos tomates, pá! (risos)
- Isso é verdade! Mas esta é uma dor que demora a passar. E o que vou fazer? Vou ao médico? Não tenho nada partido... É esperar que passe.
- Acredita, se fosse no joelho era pior. Ias ficar coxo. E depois começavas a fazer prognósticos de chuva e mudanças de estação.
- Talvez. Mas esta é chata.
- Onde?
- Aqui, no joelho?
- Não. Mas aqui dói.
- Onde?
- Aqui, no peito.
- Mas aí é normal. Já viste a queda que deste?
- Sim, acho que o punho da bicicleta veio aqui raspar.
- Estava preocupado era com o joelho. As lesões do joelho são mais difíceis de curar.
- Dizes tu.
- Isso aí no peito passa. Só te dói quando tocas, não?
- Não. Dói sempre. Então é no peito! Quando respiro. Quando durmo. Quando me viro. Quando salto. Quando vou a correr para o autocarro. Quando meto a mala às costas. Quando me baixo para apanhar qualquer coisa... E claro, quando toco. Só que o peito é uma dor sensível. E não é só para as mulheres.
- Pior era se fosse nos tomates, pá! (risos)
- Isso é verdade! Mas esta é uma dor que demora a passar. E o que vou fazer? Vou ao médico? Não tenho nada partido... É esperar que passe.
- Acredita, se fosse no joelho era pior. Ias ficar coxo. E depois começavas a fazer prognósticos de chuva e mudanças de estação.
- Talvez. Mas esta é chata.
sábado, 10 de Outubro de 2009
quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
A desconstrução de um homem. Física e psicológica.
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Uma noite em que a chuva e a insónia andam de mãos dadas. Descem a rua que nem dois bêbados boémios a cantar músicas do Rui Veloso. Dá vontade de ir à janela e dizer: "Oi, vocês pá, deixem um gajo dormir que amanhã tenho de trabalhar pá!".
Mas a insónia e a chuva lá vão descendo a rua, aos pontapés aos caixotes do lixo. Tal e qual dois rufias. Não sei se vão zangados com alguém. Mas vão fazendo barulho. Um cagaçal tal que não deixam dormir ninguém.
Amanhã acordam bonitas, acordam... uma deitada pelo alcatrão. A outra aí por um canto qualquer...
Mas a insónia e a chuva lá vão descendo a rua, aos pontapés aos caixotes do lixo. Tal e qual dois rufias. Não sei se vão zangados com alguém. Mas vão fazendo barulho. Um cagaçal tal que não deixam dormir ninguém.
Amanhã acordam bonitas, acordam... uma deitada pelo alcatrão. A outra aí por um canto qualquer...
quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Desceu um nevoeiro sobre a rua. Absorve-me, recolhe-me e aconchega-me. Estranhamente não me sinto deprimido. Parece o mau tempo de que já pareço já sentir saudades a saudar-me. Talvez deseje que venha uma chuva que me venha lavar o corpo. Um forte temporal, uma valente inundação. Água, uma dança da chuva, com índios. Alegorias e mitologias que me encham os olhos e me impressionem.Relâmpagos, trovões, ventos e janelas partidas.
Venha o temporal, que eu não tenho medo. Deixo-me ficar de pé.
Venha o temporal, que eu não tenho medo. Deixo-me ficar de pé.
- Olha para ali.
- Onde?
- Ali, no mar.
- Que foi?
- Aqueles dois gajos. Naquele caiaque. Hora de almoço de terça-feira.
- Fogo pá... Inveja-los?
- Não sei. Também não estou mal aqui, sabes? Tudo bem que é apenas um hambúrguer com queijo, sem alface. Mas eu quis que assim fosse. Eu também pedi a Sprite. E fui eu que escolhi vir almoçar aqui. Fui eu que escolhi sentar-me aqui à mesa a conversar contigo, a olhar para o mar. Eu não escolhi ir lá para dentro armado em atleta. Nunca me lembrei disso.
- Mas olhaste-os com um sorriso. De quem gostava de estar no lugar deles.
Sim. Talvez só pela necessidade de experimentar coisas novas. Agora que já falámos disto, na próxima semana se calhar já me vou lembrar. E em vez de te desafiar para um hambúrguer com queijo, fiambre, tomate e alface, talvez de convide para umas remadas num caiaque. O que achas?
- Pede-me aí molhos, por favor.
- Onde?
- Ali, no mar.
- Que foi?
- Aqueles dois gajos. Naquele caiaque. Hora de almoço de terça-feira.
- Fogo pá... Inveja-los?
- Não sei. Também não estou mal aqui, sabes? Tudo bem que é apenas um hambúrguer com queijo, sem alface. Mas eu quis que assim fosse. Eu também pedi a Sprite. E fui eu que escolhi vir almoçar aqui. Fui eu que escolhi sentar-me aqui à mesa a conversar contigo, a olhar para o mar. Eu não escolhi ir lá para dentro armado em atleta. Nunca me lembrei disso.
- Mas olhaste-os com um sorriso. De quem gostava de estar no lugar deles.
Sim. Talvez só pela necessidade de experimentar coisas novas. Agora que já falámos disto, na próxima semana se calhar já me vou lembrar. E em vez de te desafiar para um hambúrguer com queijo, fiambre, tomate e alface, talvez de convide para umas remadas num caiaque. O que achas?
- Pede-me aí molhos, por favor.
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
God damn right
Não existem histórias de amor como as dos filmes.
Porque os filmes são narrativas de 120 minutos.
Porque os filmes são narrativas de 120 minutos.
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
- Estás de pé?
- Sim.
- Estás na cozinha?
- Sim.
- Trazes-me um copo de água?
- Sim.
- Paula?
- Diz!
- Trazes-me o copo de água?
- Sim, já disse que sim!
- Fogo, calma! Não ouvi.
- Se calhar se pusesses a televisão um bocadinho mais baixa já dava.
- Esta parte é importante. A leoa vai ter agora os bebés. O copo de água?
- Esqueci-me, desculpa...
- Sim.
- Estás na cozinha?
- Sim.
- Trazes-me um copo de água?
- Sim.
- Paula?
- Diz!
- Trazes-me o copo de água?
- Sim, já disse que sim!
- Fogo, calma! Não ouvi.
- Se calhar se pusesses a televisão um bocadinho mais baixa já dava.
- Esta parte é importante. A leoa vai ter agora os bebés. O copo de água?
- Esqueci-me, desculpa...
segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Ele – Sabes aquelas mesas do IKEA, redondas, com um vidro por cima?
Ela – Sim.
Ele – Estava a pensar comprar uma aqui para a sala. Dá jeito para pousar os comandos e os jornais.
Ela – Mas não vai roubar um bocado de amplitude? Vale a pena sacrificar o espaço da sala por um mero pouso para os Vascos Pulidos Valentes e as fofoquices do Cavaco & Silva?
Ele – Acho que a sala precisa de um novo fôlego. Dar uma nova dinâmica. Respirar ares mais Ou a mesa ou então umas prateleiras em pele de uva para dizerem com a segunda cor da carpete.
Ela – Não devia ser eu a ver disso? Habitualmente são as mulheres a pensar nesse tipo de pormenores. Não andas com sangue de Gracinha Viterbo a mais em ti? Que vinho andas a beber?
Ele – Não sei, mas vi uns copos de pé alto divinais na loja do Gato Preto que ficavam de bradar com os individuais que o Nelson nos deu. Um verdadeiro espírito “maison couture”.
Ela – Já para a cama. Toca de chamares-me nomes feios e tirares-me as cuecas com os dentes. Agora cá maricas...
Ela – Sim.
Ele – Estava a pensar comprar uma aqui para a sala. Dá jeito para pousar os comandos e os jornais.
Ela – Mas não vai roubar um bocado de amplitude? Vale a pena sacrificar o espaço da sala por um mero pouso para os Vascos Pulidos Valentes e as fofoquices do Cavaco & Silva?
Ele – Acho que a sala precisa de um novo fôlego. Dar uma nova dinâmica. Respirar ares mais Ou a mesa ou então umas prateleiras em pele de uva para dizerem com a segunda cor da carpete.
Ela – Não devia ser eu a ver disso? Habitualmente são as mulheres a pensar nesse tipo de pormenores. Não andas com sangue de Gracinha Viterbo a mais em ti? Que vinho andas a beber?
Ele – Não sei, mas vi uns copos de pé alto divinais na loja do Gato Preto que ficavam de bradar com os individuais que o Nelson nos deu. Um verdadeiro espírito “maison couture”.
Ela – Já para a cama. Toca de chamares-me nomes feios e tirares-me as cuecas com os dentes. Agora cá maricas...
terça-feira, 1 de Setembro de 2009
De pés ao fresco. Tenta-se respirar fundo. Espraiar os olhos, a mente que redunda sempre nas mesmas respostas, na mesma paixão. Não se procuram soluções, pelo menos aqui. Aqui o que se busca é apenas alguma calma. Alguma paz que possa ser levada, entregue. Era bom que fosse tudo assim, não era? Receber como Adão recebeu de Deus a vida, de acordo com a teoria de Michelangelo.
Não é assim, com os dedos. Mas há-de ser de alguma forma. Que os meus dedos gordos toquem mo coração. Mas a fé - e o sentimento - não abalam. Porque nos ganhámos. Porque no mundo ainda há quem acredite e lute.
Não é assim, com os dedos. Mas há-de ser de alguma forma. Que os meus dedos gordos toquem mo coração. Mas a fé - e o sentimento - não abalam. Porque nos ganhámos. Porque no mundo ainda há quem acredite e lute.
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Hoje fechou um jornal. Acabou. Foi encerrando aos poucos. Há uns cinco anos começou-se com um projecto ambicioso, descomprometido e, sobretudo, muito "cool".
Nestes cinco anos conheci duas casas para este jornal. E por lá passou tanta gente... agora parei um pouco e comecei a coleccionar caras. A desfilar personalidades. E a recolher alguns amigos.
As duas casas viram pessoas que sempre deram o que tinham por aquela marca verde. A maior parte das vezes, mais, muito mais do que era exigido. E não estou a falar de horas extraordinárias - apesar de terem sido muitas. Falo de saúde mental. E alguma física. Sempre o fizeram porque sentiam cumplicidade com os colegas e amigos. E porque aquele logotipo tinha algum "descompromisso".
Nada é eterno. E o dinheiro fala mais alto. E o dinheiro cria injustiças. Sempre criou. Foram ficando poucos. Mas que nem assim viraram a cara àquilo que lhes tinha sido proposto quando este jornal apareceu. Hoje acabou. A alguns pode não interessar a ponta de um chavelho, mas quem fechou a porta deixa a garantia de ter honrado - ou ter tentado - ao máximo as regras daquelas duas casas. Ou daquelas duas redacções.
Amanhã é outro dia. O nome está lá. A circulação também. Algumas pessoas, também. O profissionalismo, sempre!Ao máximo. Mas o sentimento... o puro. Esse, para mim, ficou na última página que hoje foi para a gráfica. Ainda bem que as pude enviar com aquelas duas pessoas que lá estavam...
Nestes cinco anos conheci duas casas para este jornal. E por lá passou tanta gente... agora parei um pouco e comecei a coleccionar caras. A desfilar personalidades. E a recolher alguns amigos.
As duas casas viram pessoas que sempre deram o que tinham por aquela marca verde. A maior parte das vezes, mais, muito mais do que era exigido. E não estou a falar de horas extraordinárias - apesar de terem sido muitas. Falo de saúde mental. E alguma física. Sempre o fizeram porque sentiam cumplicidade com os colegas e amigos. E porque aquele logotipo tinha algum "descompromisso".
Nada é eterno. E o dinheiro fala mais alto. E o dinheiro cria injustiças. Sempre criou. Foram ficando poucos. Mas que nem assim viraram a cara àquilo que lhes tinha sido proposto quando este jornal apareceu. Hoje acabou. A alguns pode não interessar a ponta de um chavelho, mas quem fechou a porta deixa a garantia de ter honrado - ou ter tentado - ao máximo as regras daquelas duas casas. Ou daquelas duas redacções.
Amanhã é outro dia. O nome está lá. A circulação também. Algumas pessoas, também. O profissionalismo, sempre!Ao máximo. Mas o sentimento... o puro. Esse, para mim, ficou na última página que hoje foi para a gráfica. Ainda bem que as pude enviar com aquelas duas pessoas que lá estavam...
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Intumescer
Isto que aqui se apresenta em 30 segundos, pelos organismos musicais de John Paul Jones, Dave Grohl e Joshua Homme, é simplesmente intumescente. Chamam-se Them Crooked Vultures e unem o baixista dos Led Zeppelin, o baterista dos Nirvana e actual vocalista dos Foo Fighters, e o guitarrista/vocalista/compositor/coiso-tudo dos Queens Of The Stone Age.
Já apresentaram o projecto há uns dias, mas só hoje consegui ver o rugir das guitarras, o ribombar da bateria e a potência de som que aqui se perfila.
Tem tudo para ser um super-projecto. Tem tudo para não falhar. A começar pela capacidade criativa das pessoas envolvidas. E a acabar na capacidade técnica de cada um deles.
Estes três tipos já têm MySpace, Twitter e Facebook.
É esperar para ver o que vai aparecer.
Já apresentaram o projecto há uns dias, mas só hoje consegui ver o rugir das guitarras, o ribombar da bateria e a potência de som que aqui se perfila.
Tem tudo para ser um super-projecto. Tem tudo para não falhar. A começar pela capacidade criativa das pessoas envolvidas. E a acabar na capacidade técnica de cada um deles.
Estes três tipos já têm MySpace, Twitter e Facebook.
É esperar para ver o que vai aparecer.
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
O Vasco Pulido Valente pode ser muita coisa. Todos os dias.
Mas nesta resposta, na entrevista à Laurinda Alves do i percebi bem o que ele quis dizer. E como o compreendo, caraças.
Mas nesta resposta, na entrevista à Laurinda Alves do i percebi bem o que ele quis dizer. E como o compreendo, caraças.
"A complacência portuguesa enerva-te?
Enerva-me profundamente e fiz sempre tudo na minha vida pessoal para não ser complacente. Quando me dizem que é às sete horas, garanto que estou lá às sete horas, até porque a minha cabeça regista 6h45; se me dizem para entregar um artigo dia 30, eu entrego, porque a minha cabeça regista dia 20, e por aí adiante. Eu cumpro as regras e tenho o direito de ficar irritado, mas ninguém em Portugal reage a estas coisas."
domingo, 2 de Agosto de 2009
Três semanas fora. Três semanas longe. Mas gosto mais de te ter aqui. Apertada. Lamento que por vezes seja um aperto demasiado... apertado. Então vá, solto-te um pouco.
Sabes lançar papagaios? Queres vir lançar comigo?
E vir andar de balão?
Sabes lançar papagaios? Queres vir lançar comigo?
E vir andar de balão?
domingo, 5 de Julho de 2009
We all believe
Não sou só eu nem tu.
"M.y.t.h. is Belief in the game controls that keeps us in a box of fear"
quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Rodopios
Suspiro. Procuro o encosto que sei que existe. E aí está ele. Seguro, sólido, terno e sempre compreensivo. Seguras-me, para eu parar de rodopiar. Sei que é aí o sítio estável para ficar um bocadinho.
Então és tu que te sentes encostada. E gosto de o saber. Hoje fiquei com pele de galinha quando mo disseste. Não é que não o soubesse, mas foi bom ouvir! E és tu que começas a rodopiar. Giras e giras. Eu dou mais voltas. Seguramo-nos um ao outro. Sabes aquela brincadeira que as crianças faziam quando eram pequenas? Davam as mãos cruzadas com força, inclinavam-se para trás e começavam a rodopiar até ficarem tontas? Somos nós. Mas nós não ficamos tontos. Giramos, mas não ficamos enjoados. Crescemos. Enterlaçamo-nos.
E hoje o Martim meteu-se no meio. Bendito.
Então és tu que te sentes encostada. E gosto de o saber. Hoje fiquei com pele de galinha quando mo disseste. Não é que não o soubesse, mas foi bom ouvir! E és tu que começas a rodopiar. Giras e giras. Eu dou mais voltas. Seguramo-nos um ao outro. Sabes aquela brincadeira que as crianças faziam quando eram pequenas? Davam as mãos cruzadas com força, inclinavam-se para trás e começavam a rodopiar até ficarem tontas? Somos nós. Mas nós não ficamos tontos. Giramos, mas não ficamos enjoados. Crescemos. Enterlaçamo-nos.
E hoje o Martim meteu-se no meio. Bendito.
terça-feira, 23 de Junho de 2009
Entreguei-te o Plant florido. Verdinho, lindo, com os ramos cheios de flores. Com um esplendor mágico, com uma imponência impressionante. Veio o calor, a adversidade e ele encolheu-se. Secou, vagarosamente. Preocupámo-nos ao vê-lo a ficar amarelo. Perdeu as folhas. Cairam. Devagarinho. Ele foi ficando despido e parecia que ia morrer.
Mas não.
Esteve despido, em pousio. Insistimos nele. Sabíamos que ele tinha ali qualquer coisa. Nem que fosse por ele ser nosso. Tinhamos de tratar dele. Ele não estava morto. E agora as folhas dele estão a crescer. Gosta de estar onde está: ali à janela, de ser borrifado, que o tirem para dentro quando o sol está muito forte, mas que deixem uma greta da janela aberta e um bocadinho do estore levantado para que entrem uns raios de sol para o manterem desperto. E depois, chegar a casa à noite, e mimarem-no: "Então Plant? Estás com calor? Vais para o parapeito!" E aí borrifá-lo outra vez, para ficar fresquinho.
O Plant está vivo. Não morreu. Parecia, a olhos distantes, mas não.
Está vivo e feliz.
Tal como a planta da tua avó Mané.
Mas não.
Esteve despido, em pousio. Insistimos nele. Sabíamos que ele tinha ali qualquer coisa. Nem que fosse por ele ser nosso. Tinhamos de tratar dele. Ele não estava morto. E agora as folhas dele estão a crescer. Gosta de estar onde está: ali à janela, de ser borrifado, que o tirem para dentro quando o sol está muito forte, mas que deixem uma greta da janela aberta e um bocadinho do estore levantado para que entrem uns raios de sol para o manterem desperto. E depois, chegar a casa à noite, e mimarem-no: "Então Plant? Estás com calor? Vais para o parapeito!" E aí borrifá-lo outra vez, para ficar fresquinho.
O Plant está vivo. Não morreu. Parecia, a olhos distantes, mas não.
Está vivo e feliz.
Tal como a planta da tua avó Mané.
domingo, 14 de Junho de 2009
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