sábado, 21 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
01:28
0
comentários
É de mim? É da chuva? É das nuvens? É das minhas nuvens?
O temporal por todo o lado.
O temporal por todo o lado.
domingo, 15 de novembro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
18:42
0
comentários
O que se traz de uma grande viagem? Novos ares, novas imagens. Novas pessoas. Um caderninho de recordações. Um bloco de notas mental carregado de apontamentos.
Mas dêem-me os grandes rios, as grandes montanhas. O frio, o calor. A humidade. Os jacarés, as prianhas. Os pórticos, as calçadas, os vendedores de bolas de sabão. O céu azul, as tempestades, a chuva. A seca. Dêem-me tudo isso. Sim, eu recebo. E agradeço. Mas não me farão sorrir como eu queria. De pouco valem quando ficam guardadas só para mim.
Mas dêem-me os grandes rios, as grandes montanhas. O frio, o calor. A humidade. Os jacarés, as prianhas. Os pórticos, as calçadas, os vendedores de bolas de sabão. O céu azul, as tempestades, a chuva. A seca. Dêem-me tudo isso. Sim, eu recebo. E agradeço. Mas não me farão sorrir como eu queria. De pouco valem quando ficam guardadas só para mim.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
22:53
0
comentários
Conselhos assim valem a pena. Vêm de surpresa. E sustentam-nos.
"Faz o que te apetecer. Para que mais tarde não te venhas a arrepender".
Obrigado.
"Faz o que te apetecer. Para que mais tarde não te venhas a arrepender".
Obrigado.
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
A verdade não merece castigo?
Publicada por Bruno à(s) 04:30 0 comentários
Ok, querem chamar-me aldrabão? Aproveitem hoje.
- Vim para casa. Quando disse que não vinha. E sinto-me melhor assim. Em casa. Aviei estradas secundárias.
- Olhei, mirei, observei. Soslaio, na minha vida. Ouvi com atenção? Não, desculpa. Mas perdi-me a meio na paisagem da imagem de uma face. E agora? Sei o que foi dito: que até há gente do leste envolvida, que há lágrimas pelo meio... mas e se a minha emoção foi entregue aos olhos que se afrontavam? Tenho culpa se a recordação é pintada de verde felpudo?
Bom...
- Vim para casa. Quando disse que não vinha. E sinto-me melhor assim. Em casa. Aviei estradas secundárias.
- Olhei, mirei, observei. Soslaio, na minha vida. Ouvi com atenção? Não, desculpa. Mas perdi-me a meio na paisagem da imagem de uma face. E agora? Sei o que foi dito: que até há gente do leste envolvida, que há lágrimas pelo meio... mas e se a minha emoção foi entregue aos olhos que se afrontavam? Tenho culpa se a recordação é pintada de verde felpudo?
Bom...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
21:03
1 comentários
O que se ganha em viver com saudade?
Tudo parece mole cá dentro. Tudo parece que se derrete. Os pés mais tortos, tornozelos incapazes de segurar o corpo, com tendência a dobrar.
As pernas fracas, lentas.
A barriga apertada. Os pulmões cheios de ar.
Os cotovelos moídos. Os braços inertes. As unhas roídas.
A cabeça inclinada para a esquerda.
O cabelo...
O nariz com ar de inchado.
A garganta com caroços. Os olhos pesados. A boca fechada, com os lábios disformes, sobrepostos de forma desigual. O superior para a direita e o inferior para a esquerda.
As costas...
O que se ganha? Aperto no peito.
As saudades? Se calhar são os abdominais do meu coração.
Se mo arrancarem.
Tudo parece mole cá dentro. Tudo parece que se derrete. Os pés mais tortos, tornozelos incapazes de segurar o corpo, com tendência a dobrar.
As pernas fracas, lentas.
A barriga apertada. Os pulmões cheios de ar.
Os cotovelos moídos. Os braços inertes. As unhas roídas.
A cabeça inclinada para a esquerda.
O cabelo...
O nariz com ar de inchado.
A garganta com caroços. Os olhos pesados. A boca fechada, com os lábios disformes, sobrepostos de forma desigual. O superior para a direita e o inferior para a esquerda.
As costas...
O que se ganha? Aperto no peito.
As saudades? Se calhar são os abdominais do meu coração.
Se mo arrancarem.
Publicada por
Bruno
à(s)
01:44
0
comentários
Ser perseguido por sonhos. Nunca pensei que fosse assim. Saber exactamente como vai ser a minha noite, depois de deitar a cabeça na almofada. Independentemente da música que fica a tocar, há uma noção prévia do que se vai passar, de quem aparece. Das conversas. Dos sons. Das imagens. Dos cheiros. Da criação de novas imagens. É isto que se chama viver 24 horas por dia?
Não me perturba que assim seja. Não quero estar inerte. Prefiro andar em voltas do que restar-me no sofá a olhar para a luz do candeeiro.
Não me perturba que assim seja. Não quero estar inerte. Prefiro andar em voltas do que restar-me no sofá a olhar para a luz do candeeiro.
domingo, 25 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
00:43
2
comentários
Any of you motherfuckers out there wanna show me how to live my life in order to be happy?
I thought so...
Are you truly happy?
I thought so.
Go whine yourself someplace else.
Don't come to my place, teach me how to smile.
Telling me what do I have to do.
I smile when I want.
I laugh because I feel to.
I cry because I need to.
Who are you to come and advise me?
Do you know who I am?
Do you know what's going on when I wake up?
Do you know what I see in my dreams?
Can you see what I see what with my cloudy and wet eyes?
Do you know what kind of memories I have tattooed in my mind?
Fuck off.
I thought so...
Are you truly happy?
I thought so.
Go whine yourself someplace else.
Don't come to my place, teach me how to smile.
Telling me what do I have to do.
I smile when I want.
I laugh because I feel to.
I cry because I need to.
Who are you to come and advise me?
Do you know who I am?
Do you know what's going on when I wake up?
Do you know what I see in my dreams?
Can you see what I see what with my cloudy and wet eyes?
Do you know what kind of memories I have tattooed in my mind?
Fuck off.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
15:18
0
comentários
Suspiro | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de suspirar
suspiro
s. m.
1. Respiração anelante causada por dor ou paixão que move o ânimo.
2. Indício de desejo veemente.
3. Fig. Gemido, ai, lamento.
4. Som doce e melancólico.
5. Orifício (no tampo de um barril ou pipa) que se tapa com um espicho.
6. Bolo tenro feito de açúcar e ovos.
7. Bot. Nome comum à saudade e à perpétua.
Aqui não há nada de doce.
1ª pess. sing. pres. ind. de suspirar
suspiro
s. m.
1. Respiração anelante causada por dor ou paixão que move o ânimo.
2. Indício de desejo veemente.
3. Fig. Gemido, ai, lamento.
4. Som doce e melancólico.
5. Orifício (no tampo de um barril ou pipa) que se tapa com um espicho.
6. Bolo tenro feito de açúcar e ovos.
7. Bot. Nome comum à saudade e à perpétua.
Aqui não há nada de doce.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
02:48
0
comentários
- Dói-te?
- Onde?
- Aqui, no joelho?
- Não. Mas aqui dói.
- Onde?
- Aqui, no peito.
- Mas aí é normal. Já viste a queda que deste?
- Sim, acho que o punho da bicicleta veio aqui raspar.
- Estava preocupado era com o joelho. As lesões do joelho são mais difíceis de curar.
- Dizes tu.
- Isso aí no peito passa. Só te dói quando tocas, não?
- Não. Dói sempre. Então é no peito! Quando respiro. Quando durmo. Quando me viro. Quando salto. Quando vou a correr para o autocarro. Quando meto a mala às costas. Quando me baixo para apanhar qualquer coisa... E claro, quando toco. Só que o peito é uma dor sensível. E não é só para as mulheres.
- Pior era se fosse nos tomates, pá! (risos)
- Isso é verdade! Mas esta é uma dor que demora a passar. E o que vou fazer? Vou ao médico? Não tenho nada partido... É esperar que passe.
- Acredita, se fosse no joelho era pior. Ias ficar coxo. E depois começavas a fazer prognósticos de chuva e mudanças de estação.
- Talvez. Mas esta é chata.
- Onde?
- Aqui, no joelho?
- Não. Mas aqui dói.
- Onde?
- Aqui, no peito.
- Mas aí é normal. Já viste a queda que deste?
- Sim, acho que o punho da bicicleta veio aqui raspar.
- Estava preocupado era com o joelho. As lesões do joelho são mais difíceis de curar.
- Dizes tu.
- Isso aí no peito passa. Só te dói quando tocas, não?
- Não. Dói sempre. Então é no peito! Quando respiro. Quando durmo. Quando me viro. Quando salto. Quando vou a correr para o autocarro. Quando meto a mala às costas. Quando me baixo para apanhar qualquer coisa... E claro, quando toco. Só que o peito é uma dor sensível. E não é só para as mulheres.
- Pior era se fosse nos tomates, pá! (risos)
- Isso é verdade! Mas esta é uma dor que demora a passar. E o que vou fazer? Vou ao médico? Não tenho nada partido... É esperar que passe.
- Acredita, se fosse no joelho era pior. Ias ficar coxo. E depois começavas a fazer prognósticos de chuva e mudanças de estação.
- Talvez. Mas esta é chata.
sábado, 10 de outubro de 2009
So I'll sit perfecty still
Publicada por Bruno à(s) 05:00 0 comentáriosAnd if I cant be all that I could be
Will you, will you wait for me
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A desconstrução de um homem. Física e psicológica.
Publicada por Bruno à(s) 01:39 0 comentáriosterça-feira, 6 de outubro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
01:37
0
comentários
Uma noite em que a chuva e a insónia andam de mãos dadas. Descem a rua que nem dois bêbados boémios a cantar músicas do Rui Veloso. Dá vontade de ir à janela e dizer: "Oi, vocês pá, deixem um gajo dormir que amanhã tenho de trabalhar pá!".
Mas a insónia e a chuva lá vão descendo a rua, aos pontapés aos caixotes do lixo. Tal e qual dois rufias. Não sei se vão zangados com alguém. Mas vão fazendo barulho. Um cagaçal tal que não deixam dormir ninguém.
Amanhã acordam bonitas, acordam... uma deitada pelo alcatrão. A outra aí por um canto qualquer...
Mas a insónia e a chuva lá vão descendo a rua, aos pontapés aos caixotes do lixo. Tal e qual dois rufias. Não sei se vão zangados com alguém. Mas vão fazendo barulho. Um cagaçal tal que não deixam dormir ninguém.
Amanhã acordam bonitas, acordam... uma deitada pelo alcatrão. A outra aí por um canto qualquer...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
22:16
0
comentários
Desceu um nevoeiro sobre a rua. Absorve-me, recolhe-me e aconchega-me. Estranhamente não me sinto deprimido. Parece o mau tempo de que já pareço já sentir saudades a saudar-me. Talvez deseje que venha uma chuva que me venha lavar o corpo. Um forte temporal, uma valente inundação. Água, uma dança da chuva, com índios. Alegorias e mitologias que me encham os olhos e me impressionem.Relâmpagos, trovões, ventos e janelas partidas.
Venha o temporal, que eu não tenho medo. Deixo-me ficar de pé.
Venha o temporal, que eu não tenho medo. Deixo-me ficar de pé.
Publicada por
Bruno
à(s)
01:12
0
comentários
- Olha para ali.
- Onde?
- Ali, no mar.
- Que foi?
- Aqueles dois gajos. Naquele caiaque. Hora de almoço de terça-feira.
- Fogo pá... Inveja-los?
- Não sei. Também não estou mal aqui, sabes? Tudo bem que é apenas um hambúrguer com queijo, sem alface. Mas eu quis que assim fosse. Eu também pedi a Sprite. E fui eu que escolhi vir almoçar aqui. Fui eu que escolhi sentar-me aqui à mesa a conversar contigo, a olhar para o mar. Eu não escolhi ir lá para dentro armado em atleta. Nunca me lembrei disso.
- Mas olhaste-os com um sorriso. De quem gostava de estar no lugar deles.
Sim. Talvez só pela necessidade de experimentar coisas novas. Agora que já falámos disto, na próxima semana se calhar já me vou lembrar. E em vez de te desafiar para um hambúrguer com queijo, fiambre, tomate e alface, talvez de convide para umas remadas num caiaque. O que achas?
- Pede-me aí molhos, por favor.
- Onde?
- Ali, no mar.
- Que foi?
- Aqueles dois gajos. Naquele caiaque. Hora de almoço de terça-feira.
- Fogo pá... Inveja-los?
- Não sei. Também não estou mal aqui, sabes? Tudo bem que é apenas um hambúrguer com queijo, sem alface. Mas eu quis que assim fosse. Eu também pedi a Sprite. E fui eu que escolhi vir almoçar aqui. Fui eu que escolhi sentar-me aqui à mesa a conversar contigo, a olhar para o mar. Eu não escolhi ir lá para dentro armado em atleta. Nunca me lembrei disso.
- Mas olhaste-os com um sorriso. De quem gostava de estar no lugar deles.
Sim. Talvez só pela necessidade de experimentar coisas novas. Agora que já falámos disto, na próxima semana se calhar já me vou lembrar. E em vez de te desafiar para um hambúrguer com queijo, fiambre, tomate e alface, talvez de convide para umas remadas num caiaque. O que achas?
- Pede-me aí molhos, por favor.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Publicada por
Bruno
à(s)
01:43
0
comentários
A mania que eu tenho de me encostar ao lado direito da cama.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
